sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Quando as Questões da Formação e do Programa São Esquecidas e a Vida Social se Torna Decadente




Núcleo Colonial 61, de 1826. Os primeiros colonos suiços chegaram em 1819. Porém as terras friburguenses se revelaram frias e ruins para agricultura, de modo que os colonos foram se transferindo na direção da Vargem Alta, São Pedro e Lumiar.









prezado leitor: o blogue San Pedrito en la Sierra, que é da serra fluminense... suiça e friburguense!... tem o prazer de apresentar a tese cosmopolita e histórica:

= = A Questão do Programa = =

Esta Tese estava alojada no blogue do Carvalho, mas fica transferida para este blogue do Largo do Estrêla, por ser este Largo também bastante histórico e internacional. Práticas anarquistas aqui mencionadas tomaram corpo por um tempo, nos anos 90, neste corajoso povoado... Como sempre ocorre com vivências de teses anarquistas, elas trouxeram de início doçuras e alegrias, até quase o fim da Década... depois as teses perderam a força, se tornando obsoletas... em face dos problemas advindos da pura Ordem Social!!

TESES PARA FORMAÇÃO PARTIDÁRIA











A tese do PROGRAMA diz respeito à realidade histórica e objetiva -- e não às teses em si, como credo, aposta, proposições ideológicas.
Em toda parte, o que vemos em nossos “militantes” é a ânsia idealista de apresentar teses: justicialistas, democráticas, republicanas... como valores-em-si, de iniciação... porém as correlações não são obtidas para efetuação nas condições reais da sociedade, nas formas estatais, jurídicas, institucionais.

A política mais necessária no momento, seria esta política que tem um corpo e uma feição marxista-leninista, porém esta política considera uma série de “aberturas e leituras” para as teses (as práticas) de social-democracia e de anarquismo.

As análises dos intérpretes marxista-leninistas sobre as passeatas populares de Junho de 2013 demonstraram exatamente que a interpretação marxista-leninista é a mais objetiva:
Todavia esta pode sempre se enriquecer com as possibilidades criadas nos campos anarquista e social-democrata. As proposições provenientes dos campos anarquista e social-democrata, por sua vez, nada realizam de prático, quando desconhecem as lições da história e as teses mais abrangentes já formuladas no séc. XIX a partir do que se considera o socialismo marxista (o que seria o sentido da “Esquerda”).

Três vertentes seriam vertentes naturais da HISTÓRIA OBJETIVA -- com as quais é preciso trabalhar: E nesse sentido ainda como Convergência Socialista...
1) Marxista-leninista: entender que o Estado é determinado, que a política não é o “governo-e-estado”, que só o apoio da massa produtiva e dos soldados permite a mudança, que as condições materiais de existência e de propriedade privada determinam as relações sociais, que a condição de classe determina a política, etc = que a espontaneidade das massas, o clamor por “justiça e democracia”, não são suficientes; é necessário se ter quadros e formação para liderar os movimentos de massa segundo ESTUDOS OBJETIVOS de História.
2) Anarquista: lidar com as massas espontaneamente, no estado de consciência em que estão, agir localmente, porque o Estado está demasiado distante, ou é demasiado opressor, aceitar o hedonismo, o improviso, não considerar as instituições vigentes...
Como “comunitarismo” o sentido anarquista estará sempre presente [Anarquismo intuitivo... Anarquismo peq.-burguês... Anarquismo de direita...].
Porém, no longo prazo, vale a crítica dos comunistas: A sociedade não vive sem um Estado organizador.
3) Reformismo, social-democracia [ainda: democracia-burguesa, trabalhismo]: Quando as condições cívicas e civilizatórias, humanistas, de uma sociedade fazem com que o estado rebublicano burguês ofereça muitas oportunidades de avanço sistemático EM DIREÇÃO AO ESTADO SOCIALISTA = o processo revolucionário é substituído por um processo constante de formação da maioria socialista, caso haja um estado reformista disponível para isto, etc.

Nos exemplos históricos desde o século XIX é a razão marxista-leninista que permite as revisões históricas mais abrangentes -- Porém, esta por sua vez requer constante Revisão:
O advento do Capitalismo Financeiro como nova forma de classe e de poder: A Mais-Valia contida no poder privado de emissão da moeda ofereceu aos capitalistas financeiros a oportunidade de sobrepujar o capitalismo industrial-comercial desenvolvido pelas classes burguesas européias e norte-americana.

A hegemonia do capitalismo financeiro distorceu a relação entre classe empresarial e proletáriado – entre a classe pequeno-burguesa e estas duas, etc.
As contradições foram neutralizadas: A perpetuação artificial das condições econômicas do capitalismo industrial e comercial, de feição imperial, colonialista, militar – promovida pelo Cap. Financeiro – distorceu o desenvolvimento das sociedades, impondo o “crescimentismo” e o “inchaço”. Como consequência, as classes proletárias eventualmente organizadas, as classes burguesas nacionais, e pequeno-burguesas, ficaram destituídas de seus programas políticos habituais ao longo do séc. XX, inclusive devido ao fascismo, às guerras, golpes de estado, etc.
virtualpolitik.bravehost.com

As proposições políticas contemporâneas não conseguem pensar o ESTADO adequadamente.
Por estas razões é necessária uma revisão das três vertentes políticas históricas mencionadas.























No séc. 18 Lumiar era um pouso para descanso e abastecimento para as tropas que vinham do litoral, subindo ao longo do rio macaé, como caminho alternativo para terras mineiras, onde se encontravam o ouro e os diamantes. Já no início do séc. 16, os portugueses se utilizavam dos portos de macaé, búzios e cabo frio, onde instalavam fortificações e feitorias.
É provável que muitas tropas tenham atravessado por lumiar e são pedro em direção à praça friburguense do Morro Queimado... E dali para Cantagalo, na corrida para o ouro e pedras preciosas de minas durante estes séculos.
A lenda do Mão de Luva, nobre e cortesão dissidente que teria se transformado em contrabandista de ouro, que teria cruzado pela rota do rio macaé ao final do séc. 18... deve ser uma das muitas estórias da avidez pelas riquezas minerais deste período.




O Mão de Luva teria utilizado as grutas da pedra riscada para esconder seu tesouro











A partir de Lumiar, como uma povoação que já deveria existir bem antes de sua fundação com esse nome no início do séc. 18, as trilhas conduziam:
1-- até mury: acompanhando córrego santiago, e via serra do colonial 50, 51;
2-- até o centro da praça friburguense, via vargem alta e braunes;
3-- até bom jardim, via santo antônio, e trevo de barra alegre.

Américo Vespúcio
Como piloto e comandante de uma das naus na expedição portuguesa [1501-1502] em que ele veio ao brasil pela primeira vez, Americo Vespúcio relata a descoberta de todo o litoral desde o sul da Bahia até Cabo Frio, e dali até pelo menos o Rio da Prata e Ilhas. Eles haviam se encontrado com a frota de cabral, que retornava da índia, no porto de Senegal; e com as informações certas, vieram dar no nordeste, e em porto seguro, onde cabral deixara um marco. Em seguida descobriram as enseadas formosas e convidativas para as naus entre búzios e cabo frio... Este passou a ser um local de referência para todos os navegadores, porque a costa do continente aí se volta para oeste, e os navegadores sentem o vento gelado da antártida.
Ao longo dos séculos houve muitas disputas sobre as versões que Vespúcio dá em suas cartas, com a descrição das expedições em que participou, como cósmografo, ou piloto, ou comandante. O termo Cabo Frio passou a designar ora os dois promontórios [búzios + arraial do cabo], ora toda a região até a Guanabara [divisada por esta expedição em 01 jan de 1502].

Em sua segunda expedição portuguesa [1503-1504] Vespúcio diz que eles ficaram no Cabo Frio durante 5 meses. Fizeram feitorias, e exploraram a região, com guias índios, num arco impreciso de uns 100 km ou mais... Esta região explorada deve incluir o entorno da lagoa de araruama, e a encosta da serra do mar por onde desce o rio macaé em casimiro. [E não a guanabara, segundo teses divergentes].
A guarnição desta primeira feitoria deixada pelos portugueses teria sido dizimada pelos tamoios; em 1556 os franceses tinham relações amistosas com os tamoios locais. Mesmo assim, a região permaneceu sempre fortificada e com portos controlados pelos portugueses. Em 1618, depois que o governador da capitania Constantino Menelau expulsou com sua esquadra um entreposto de ingleses e franceses, o governador-geral do Brasil aprovou a reconstrução do Forte de São Mateus, na entrada da lagoa em Cabo Frio. Nesta época, aquele porto era um dos principais escoadouros da produção agrícola e extrativista.
A se considerar que os caminhos eram escolhidos na medida em que os colonizadores conseguiam instalar seus povoados, este caminho de subida pelo rio Macaé deve ser um dos mais antigos na colonização...

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Saudades de San Pedrito






















São Pedro da Serra, Sétimo Orgulhoso Distrito da Paz do Universo, porém
invadido por humanóides








São Pedrinho Não Merece
Nos anos 90 muitos colegas e camaradas atentos se reuniam em San Pedrito Friburguense, tentando organizar uma certa cultura comunitária, a qual deveria ser, igualmente, uma “cultura de resistência” ante a avanço implacável do capitalismo selvagem e do controle mental exercido pelo monopólio globo & associados.
Naqueles anos as palestras foram muitas, com gente honesta tentando trazer para os conhecimentos de história e ciências aquelas informações que apontavam uma realidade "alternativa", ou para uma "nova era"... Ou seja, durante uns dez anos nós conseguimos afastar esta cultura opinativa e deslumbrada, de esoterismo-pop e auto-complacência...
Entretanto, quando menos se esperava, vieram as hordas da auto-ajuda e as claques egocêntricas de artistas-turísticos, invadindo em massa a paisagem do lugarejo, já outrora destinado a “toda paz do universo”...!
==> [comentários]


















Eis que as hordas [que desejam boa gastronomia] e a claque artística desletrada [que para eles trabalha] trazem sua anti-cultura para São Pedro da Paz do Universo: Embrulham seu imaginário provinciano de espectros mal identificados por sobre os conteúdos históricos de incontáveis civilizações de humanos afáveis, muito bem educados, e com milhares de anos de experiência;
[Veja-se como exemplo o pretensioso auto-repórter da self-ajuda Jony, que não entendeu "nada" a respeito dos programas secretos em Marte.]
Como guris arrogantes, atribuem o conteúdo pop-neurótico das "pesquisas-ufo" que estão em suas mentes de belzebús-da-midia, justamente a todos aqueles que neutralizaram esta campanha ufológica esotérica e de auto-ajuda complacente promovida pela fanfarra alienante da mídia escravagista -- a qual vocês servem como Carneiros...





Yoran 2003








=> 15 Jul / 1980 – Manhattan =>
“Ah sim, nós todos estamos cientes dos desejos dos amigos que são bastante merecedores,” respondeu Argus. “Nós encontraremos o jeito e a oportunidade, embora não seja assim tão simples. Existe um milhão de outros amigos assim em torno desse mundo que são dignos de serem considerados para contatos. No meio tempo nós temos que lidar com milhares de atividades e questões militares, políticas, de meios de comunicação e da oposição numa escala global na medida em que elas se apresentam, isso para não mencionar a logística interdimensional e diversos outros fatores. E contudo há apenas um punhado de nós designados aqui, enquanto que as coisas vão se tornando cada vez mais agitadas. Mas nós vamos tentar fazer o melhor para todos aqueles amigos pesquisadores.”
=> 11 Mar / 1982 – Key West, Florida =>
“A Operação Fim do Mundo – Primeira Fase está completa”, Argus continuou. Todo o pessoal aqui logo estará indo para casa, de modo que possam estar de volta em setembro desse ano para a Fase Dois. Eu aqui estou me referindo à mais pesada frota jamais reunida próximo ao planeta Terra. O propósito foi o de contrabalançar a deformação exercida pela atração gravitacional cumulativa do alinhamento planetário, conhecida como Efeito Júpiter.
“Coordenada pelo Comandante Spectron, o representante não oficial dos Guardiães junto à Federação – esta operação de contrabalanceamento foi um projeto conjunto da Federação, com a participação de muitas centenas de naves completas com pessoal operador entre especialistas vindos dos mundos mais afastados.
“Além disso, a crise do Efeito Júpiter vai durar até meados de 1984. Por uma questão de sorte para os de vocês, o Conselho dos Guardiães decidiu comprar um pouco mais de tempo para o Planeta Terra, sendo esta a razão para a presença da Frota da Federação para o contra-efeito parcial. Contudo, o fim inevitavelmente está chegando – não o fim do mundo, mas o fim de uma era – o que significa um momento qualquer a partir de meados dos anos 80 em diante, mas o mais tardar antes que este século esteja terminado.”

=> Esu Kumara, 05 Fev / 2005 =>
“Bem, de fato, a Terra não teve um bom desempenho nesses últimos 26.000 anos, e haveria mesmo de retroceder um grau, porque seu progresso foi muito pobre. Caso seus amigos inter-espaciais não tivessem feito uma intervenção logo após a 2a guerra mundial, o planeta teria feito um deslizamento, ao girar em órbita, e muito pouco da vida teria sobrevivido. A Terra (com isso) teria necessidade de que nova vida fosse semeada, o que incluiria, provavelmente, corpos novos para suas aventuras evolucionárias.”

nebadon.bravehost.com

9) Cada uma das narrativas parece rica e completa por si mesma, mas tudo indica que as fontes não pertencem ainda a uma realidade unificada...
10) Depois das guerras galácticas mencionadas [nos relatos de Magocsi, Zoosh, Nidle], todas as linhas evolutivas podem ainda estar convergindo para a unificação -- neste período cosmológico em Nebadon -- !!
























E aqui em nossa terra, eu procuro alguns dos colegas
de 35 na Espanha. É como se fosse um filme, insano e correto.
Das espadas gaulesas, do bronze latino. Da ordem constituída
das cerâmicas em preto e branco no Louvre,
nos jarros do quinto século antes da Era.
O que seria para eles o quarto século das Olimpíadas.
Ancestrais que renascem. Nos museus da academia de Portugal,
o Tempo Infinito foi posto a julgar. Sucessão dos gritos
que clamavam pelo humano. Os Senhores da Terra
se acautelaram, articularam estados e repartições.
Promoveram duas guerras na Europa.

Em seguida, a procissão dos artistas do romântico espatifado.
Belvedere de Buñel. Bombas de arte no comércio.
Depois, sonâmbulos. Nossa Academia
novamente foi Igreja. Os artistas passaram a trabalhar
sob contrato, os sambistas pertenceram a categorias.
Nossos heróis foram pré-moldados. Postos
em órbita a girar.





















Poderosas labaredas solares e mutações no Astro afetam enormemente o equilíbrio da Terra em órbita. Por milagre o mundinho terráqueo se mantêm rodando, com todo seu Axé! Como se realiza este milagre?? A numerosa quantidade de corpos artificiais fotografados pelos satélites-NASA "tomando conta" de Apolo mostra que há "curadores" -- quem serão?
Os terráqueos deveriam se mostrar mais agradecidos, ou atenciosos, por não terem sido jogados "no espaço"...
gulliver1001.bravehost.com/Academica

Desejando adentrar o Rio Bonito. Nadei, nadei, nadei,
numa garganta. Quase sem ar, com um chamado,
que vinha da caverna de água. Seriam as vozes do Pan,
de uma outra época dentro da Terra?
Buscando trilhas nas antigas florestas, os Incas nos chamaram.
Nunca pensei que ficaríamos tanto tempo rastreando
o que seria um território. Tentando subir num trem da canção
os trilhos da Serramar. Ainda se pode retornar ao início, em 1990.
São Pedro, depois Boa Esperança, descendo ali na praça do alemão
em Lumiar. Depois voltei ao primeiro povoado, renovado,
já irreconhecível. Uma chance de 10 anos. Comando Galáctico.
Um pedaço de tempo, deitado nesta terra. Regressando
com o novo feixe que foi emitido, e agora está chegando,
desde o Sol Central. A girar na Galáxia.
Uma história santa.




















As toadas que traçamos no Tempo sempre voltaram,
nunca nos faltaram, memoráveis canções de umas troupes.
Das criações que tivemos. E, das heranças,
foram muitos baús recuperados, outros, naufrágios.
Choupanas, pousadas, pijamas.
Desde uma outra noite, nesta mesma noite,
hermanita italiana, você está comigo. Na memória, nada falha.
Mensagens em sínteses de lendas. Vultos de tempestades
que pairam, nas encostas dos montes, à espera,
para um dia se projetar ao mundo. A procissão das promessas
a cavalo, retornando, refazendo o leito da estrada rural.

Não há beatniks, nem mesmo em aldeias,
mas há retratos, entrevistas na rádio da cidade.
Conversas atentas na redação de pequenos jornais.
Exilados de regresso, sem mostrar documentos.
Bailes para mulheres dançar. Uma canção andante,
com mil escudeiros. Tropas dispersas prontas para subir
cada recanto da serra do mar. Uma festa do vinho.
Cânticos de Roma, contra as canções que fomos trazendo.

[Ciro Moroni Barroso, Heraclês 2012]



Novo Jornal: para Províncias e Rincões (Anos 90 na Serra Friburguense)





Os Círculos nas Plantações no Sul da Inglaterra começaram no início dos anos 90, e continuaram numerosos por 25 anos, aparecendo em outros países...
Para os desavisados, displicentes, simpletôns e inexperientes, qualquer trabalho de arte pode ser depreciado, qualquer valor desvalorizado. A revista Veja uma vez mandou avisar a seus leitores que os Crop Circles eram obra de idosos folgazões que se moviam na noite, com pranchas que amassavam as colheitas...
Os Círculos tinham tamanhos de 200-600 m., apareciam de súbito nas madrugadas, e uma espécie de pente ou garfo metálico era visto, e foi filmado, flutuando sobre os desenhos, como máquina impressora:
Isto mostra o grau avançadíssimo de suposição-da-estupidez do leitor por parte da redação-Veja...


Alguns breves recortes de Gulliver, 1992:


O texto de Gulliver, 1992 foi revisado e finalizado para nova edição. Se você tem alguma proposta editorial, deixe aqui seu recado em [comentários].









Capítulo XVI, nota 6
De acordo com Le Poer Trench, [o cientista e engenheiro] Wilberth Smith, antes de trabalhar na Radio Regulations Engineering, do Departamento de Transporte do Canadá, fora “encarregado da primeira estação de localização de discos voadores oficial do mundo, localizada em Shirley Bay, Ottawa”.
  Discursando em Ottawa, a 31 de março de 1958, Smith declarou ainda:
  “Essa gente do espaço sideral demonstrou grande paciência e compreensão para sobrepujar os preconceitos e as informações erradas que eu havia acumulado durante anos.
  “Uma das coisas mais importantes que tive de perceber foi a de que não estamos sós. A raça humana na forma do homem estende-se por todo o universo, sendo muito antiga. A sua aparência física é uma só, entre as muitas manifestações pelo caminho da evolução.
  “A nossa civilização aqui na Terra atualmente é apenas uma das muitas que já vieram e se foram. Esse planeta já foi colonizado muitas vezes por povos de outros lugares, e a nossa atual raça humana é de irmãos consanguíneos dessa gente. É de admirar portanto que estejam interessados em nós?
  “Falam-nos sobre as impropriedades de nossa Ciência, e dão-nos um fundamento básico para uma nova Ciência, que é ao mesmo tempo mais simples e contudo mais atraente do que essa monstruosidade matemática que conjuramos.
  “Novamente nos dizem que as nossas idéias científicas são erradas e impróprias, e foram feitas experiências, e em todos os casos, a Ciência estrangeira provou estar certa.”
  Esse discurso aparece em A Speech, na edição de Sep-Oct de 1963 da Flying Saucer Review. A História dos Discos Voadores (The Flying Saucer Story, Neville Spearman, 1966), Brinsley Le Poer Trench; pags. 164/68.

Como depoente dos anos 70, Le Poer Trench é nada mais do que o Conde de Clancarty, membro da Câmara dos Lordes, portanto um aristocrata digno da mais alta credibilidade pública. Assim como muitos outros autores ingleses e franceses da época, Le Poer Trench escreveu alguns livros para o público bem-educado (por suposto, com valor histórico, jornalístico) sobre os tipos humanos de outros mundos que se movimentavam discretamente em nossa sociedade, assim como haviam feito em todo o percurso histórico. Já nos anos 60, as imagens dos visitantes nada tinham a ver com "aliens", "fenômenos-ufo", seres esquálidos, etc. Era evidente o caráter civilizatório, solidário ou missionário.




Visitante do Pentágono: em 1959, num encontro com Howard Menger












Capítulo XVII, notas

obs-- Com uma importante revisão na nota 4 sobre a descrição dos habitantes do sistema solar feita pelo visitante dos satélites de Jupiter a Dino Kraspedon em São Paulo, em 1953. Dada a devida compreensão das diferenças dimensionais, ou camadas de frequência... A descrição do visitante é coerente com todas as outras, exceto com relação a "Plutão"... O enigma se resolve na medida em que a descrição deste mundo deve corresponder ao décimo planeta no sistema solar mencionado nas lendas de Enki, da antiquíssima Mesopotâmia, descobertas e traduzidas por Z. Sitchin. Este planeta, denominado "Nibiru" na lenda [e na publicação de Sitchin de "décimo-segundo planeta" por causa da inclusão da Lua e do Sol na série] teria exportado seus habitantes em crise para a Terra... Eles entraram em decadência de costumes e perderam seu grau energético e evolutivo natural, vindo para a Terra (no tempo atlante) como "anjos decaídos", e como senhores semi-deuses, semi-humanos, da tribo dos Anun... E como tal aparecem nas lendas mais antigas, pré-diluvianas, da Mesopotâmia. Seu planeta não seria visível, nem teria massa gravitacional em nossa frequência atual.

(1) Segundo esse visitante, as atmosferas sutís de Urano e Netuno têm propriedades de produzir reações positivas à radiação solar, de um tipo fosforescente, de modo a intensificar essa radiação e manter o aquecimento. A invisibilidade da continuidade etérica da matéria se somaria com isso à discrepância dimensional para tornar incongruentes com o relato do visitante, as leituras desses mundos feitas por nós. Contatos com os Discos Voadores, Dino Kraspedon; caps. 2 e 11.
(2) Uma nave estrangeira, com um piloto que afirmou ser proveniente da Esfera marciana, pousou perto de Lossiemouth, na Escócia, a 18 de fevereiro de 1954, depois de sobrevoar por três vezes a região. O piloto, de costas, e a nave foram fotografadas por Cedric Allingham (as fotos e a carta de uma testemunha aparecem em O Livro Branco dos Discos Voadores, tábuas 22 e 23). Essa nave trazia três esferas sob a base e tinha semelhança com a nave dos amigos venusianos de Adamski, o que causou repercussão, num momento em que as fotos do californiano eram contestadas. Flying Saucers From Mars, Cedric Allingham, 1954, Frederick Muller, London.
   Seres que se apresentaram como provenientes de Urano, desenhando no solo sete círculos em torno do Sol, desceram diante do topógrafo José Higgins, no interior do Paraná, a 23 de julho de 1947, convidando-o para um passeio, que ele declinou. A imagem deles corresponde à descrita pelo viajante jupiteriano, com mais de dois metros de altura, robustos, olhos grandes sem sobrancelhas, cabelos ralos alourados e sem barba. Eles vieram em quatro naves e traziam trajes transparentes inflados sobre uma outra vestimenta leve, com caixas metálicas nas costas. A descrição de suas naves corresponde à da Ilha de Trindade, com 30 metros de diâmetro. Segundo Higgins, falavam “uma língua sonora e bonita”. O topógrafo ficou a observá-los por meia hora, enquanto eles brincavam, fazendo ginástica, dando pulos e jogando enormes pedras. Ao partir colheram laranjas. No desenho que fizeram de nosso sistema, o Sol foi apontado como “Alamole”, e Urano como “Orque”. As Chaves do Mistério, João Martins, 1979, Hunos Editorial, R.J.; sétima reportagem; e The Spacemen Threw Stones, APRO Bulletin, May/1961, Tucson, AZ.
   O livro de João Martins é uma coletânea de suas excelentes reportagens publicadas na revista O Cruzeiro ao longo do ano de 1954. Na reportagem referente à edição de 11 de dezembro, a conferência sobre os discos voadores proferida pelo Coronel João Adil Oliveira, Chefe do Serviço de Informações do Estado-Maior da Aeronáutica brasileira, na Escola Superior de Guerra. Também publicado pela Hunos Ed., 1979, o livro de Fernando Cleto Nunes Pereira, Sinais Estranhos, onde aparece (pag. 46) a foto da bela mulher de olhos grandes e lábios grossos tirada por João Martins no 1º Congresso Mundial de Discos Voadores de 1955, em Monte Palomar, California, com a presença de George Adamski. Ao que tudo indica a mulher é uma missionária da Segunda Esfera flagrada em pleno Congresso.
3) Uma demonstração de aparente sadismo gratuito por parte de estrangeiros é registrada por Leonard Stringfield, em seu Situação Alerta, pags. 213/14. Uma nave na forma de “nabo” se aproximou da carreta dirigida por Eddie Webb, na manhã de 6 de outubro de 1973, ao longo da estrada I-55 na West Virginia, lançando sobre o motorista um “jato de fogo”, quando ele pôs a cabeça pela janela para olhar. Webb ficou cego por vários dias, embora tenha se curado num hospital ao final.
4) Ao final da primeira série de encontros entre o visitante jupiteriano e Dino Kraspedon, que foram ainda recheados de observações agrícolas, de costumes, políticas, espirituais e metafísicas, um novo encontro foi marcado, também num ponto central de São Paulo, entre os dias 14 e 17 de novembro de 1956, se é que o terreno pudesse lá comparecer, senão, em 1959. Contato com os Discos Voadores, caps. 2, 8 e 11.
   É impossível a presença dos “habitantes de Plutão”: a não ser que este planetóide estivesse em órbita de Saturno, ou Netuno, à semelhança da descrição para Io e Ganimedes. O narrador transcreve um tamanho para Plutão comparável ao da Terra (tal como nossa astronomia previa até meados dos anos 1950). A propriedade fosforescente do envoltório seria a justificativa para sua habitabilidade. Nos anos 1970, os astrônomos conseguiram determinar a massa de Plutão como sendo de apenas 0,2% o equivalente da Terra. A idéia de um planeta que estaria além de Netuno, trazida por Lowell em 1906, cuja massa estaria influenciando a órbita de Netuno, não foi confirmada nos anos 70; e nem Plutão foi descoberto seguindo-se esta suposição gravitacional... Tombaugh descobriu Plutão em 1930, na sequência de uma pesquisa telescópica nos confins do plano orbital do sistema. O planetóide foi descoberto com órbita de 17º com a Eclíptica e cruzando sobre a órbita de Netuno. Os astrônomos supõem que Plutão ainda não alcançou órbita estável. Seu diâmetro é 2.374 km, menor que a Lua (3.475 km). Plutão tem uma enigmática lua, Caronte, que tem metade de seu diâmetro, formando os dois corpos um volume comparável ao da Lua da Terra. Assim como esta, Caronte sempre tem a mesma face voltada para Plutão.
   Sendo os raios dos planetas Terra e Marte, conforme transcritos pelo narrador, bastante próximos aos valores medidos pela astronomia recente, o tamanho indicado para Plutão é inteiramente inaceitável... E assim também, que Plutão possa ser “jogado fora” do Sistema Solar. E ainda, uma suposta “aproximação” de um segundo Sol, para se associar ao primeiro, só faria sentido se fosse em termos frequenciais, a partir de camadas diferentes; não como aproximação no espaço cartesiano homogêneo. A menção ao segundo Sol deve corresponder à futura vida solar de Júpiter, anunciada em outras fontes (por Klarer em Beyond The Light Barrier, epílogo).
   Por sua vez, dado que as indicações do narrador sobre os outros planetas conhecidos e seus habitantes têm recebido confirmações (desde que se considere variações dimensionais, como deve ser o caso para Mercúrio, Uranus, Netuno), a descrição do que seria “Plutão” pode significar um outro planeta, externo a Netuno, porém dimensional (correspondente às lendas do “planeta X”, “décimo-planeta”, etc).
   Numa mesa redonda organizada pela SBEDV em 27 de agosto de 1957, Kraspedon afirmou: “Somente poucas pessoas tiveram a coragem de vir a público e contar as coisas que com elas aconteceram... Eu conheço físicos, psiquiatras, engenheiros e inclusive dois eclesiásticos que tiveram contatos diretos com os tripulantes (dos discos). Os dois eclesiásticos, dada a sua condição, não se prestariam nem ao ridículo nem à mentira. Eles vão mais além e dizem que visitaram outro planeta e trouxeram 86 fotografias. Podem eles vir a público? Não...” Boletim Inform. da SBEDV, mar/1960.























A primeira versão dos "registros de descoberta da esfera terra" foi feita na boa esperança do córrego são domingos, no ano indicado de 1992... ainda no tempo da datilografia.
Naquele momento, não havia nenhuma indicação de que o planeta resistiria por muitos anos às mutações no sol e no sistema solar...






















E nem que os diretores da cena ficariam por muitos anos ainda protegendo a terra de seus moviments naturais e protelando a transição energética astrofísica... [veja na página seguinte]